
Foi quando deu-se madrugada, que aquela já se aquietava, sozinha no meio de seus pertences. Era tomada pela angústica, medo, premonição. Sentia seus sentimentos, seus sentidos, suas controvérsias. Não durmia, lia, pensava, criava, apagava, errava. Era tomada por fatos, mas sentia seu coração pulsar, pulsava mais rápido do que qualquer outra luz. Fato incompreendido até então. Pensava, sentia; sentia e pensava. Sentia como ninguém até então pudia sentir, era diferente e indiferente. E quando recebera a notícia, era mais uma vez tomada por essas labaredas infinitas de objetos estranhos… que entravam e saíam sem permissão. Iam de um lado a outro. Matando, comendo, bebendo, gritando. Era o medo, a saudade, a angústia, o choro,a tristeza. A culpa. E como toque final, recebia como convidada principal a tal da loucura, que até então só vinha para tomar chás.
Texto publicado em 3 de junho de 2007, no blog Carpe Diem Doctors (antigo blog de três dias).



março 7th, 2010 at 14:54
Fiquei sem internet, então faz um bom tempo que não venho aqui. Gostei muito dessa postagem. Adoro a forma como você consegue expressar sentimentos inexpressáveis.

Não sei se já agradeci antes, mas não custa nada. Obrigada por seguir meu blog! Também estou seguindo.
Beijos!