O homem como consumidor

Subentende-se por indústria cultural toda e qualquer cultura convertida em mercadoria que, por sua vez, é fruto da sociedade capitalista liberal. Esta mesma sociedade, que impõe o uso de um indivíduo real como um indivíduo de estatística que representa uma massa e não um ser único, também sofre pela alienação causada pelo sistema que criou. Há, na indústria cultural como um todo, um conformismo social por meio da padronização de comportamentos, criando assim necessidades superficiais e transformando o homem em apenas consumidor do que lhe é mostrado, dirigido e disciplinado.
Há de se lembrar que a cultura deve ser entendida como pessoal e crítica, ou seja, não deve ser criada como pré-consumo de opiniões já formadas por uma falsa massa que serve de instrumento globalizado e método de controle. Pelo contrário, deve ser usada no sentido de fornecer ao homem, isto é, ao indivíduo real e único, informações que agreguem sua visão humana e social. Alguns estudiosos da área, como Teixeira Coelho, professor de Comunicação da Universidade de São Paulo, acreditam que nada se pode esperar da Indústria Cultural no sentido de libertação do homem perante a sociedade em que faz parte, porém concordam que é possível uma nova posição estrutural, desde que a mesma venha de dentro da própria “massa” para que, assim, a tal chamada Indústria deixe de pensar no indivíduo como consumidor e passe a enxergá-lo como parte pensante do meio em que o cerca. Parte esta, inclusive, essencial para uma possível comunicação e vivência.
Levando em consideração que a Indústria Cultural padroniza comportamentos e os transforma em gosto popular e que a única possibilidade de mudança seria a não transformação do homem em objeto único de consumo, seria mais fácil caber a nós, seres pensantes e parte integrante da tão dita “massa”, termos coragem para nos libertamos de informações ditas como cultas para termos algo pessoal e intransferível: opinião própria.
Proposta de Redação do Cursinho Popular dos Estudantes da USP (ACEPUSP) - Curso Pré-Vestibular - acepusp.org.br * Por sua vez, abro uma nova categoria entitulada: REDAÇÕES.



fevereiro 28th, 2010 at 21:31
Uma vez elaborei o seguinte pensamento, enquanto protótipo de educadora, a escola tem como fundamento inserir na sociedade o ser modificador. Portanto o direito e dever de toda sua própria autonomia. E com base nisto, no decorrer do processo fui infeliz ao descobrir que realmente não a escolas, mas pessoas isoladamente com este pensamento. Por isso, acredito que tenha fundamento, para que ocorra alguma modificação, ela tem que partir do “povo” já que não ocorre com a centralização, e não utilizar isto como desculpa.
http://memoriaspsicodelicas.blogspot.com
se puder apareça lá!
março 1st, 2010 at 16:41
Assunto polémico esse mas aposto que você se saiu muito bem nessa redação, a sua argumentação ficou ótima!
Parabéns!
beijos
março 3rd, 2010 at 13:41
Conformismo social, alienação… fazem parte dessa massa.
Excelente proposta de redação.
março 4th, 2010 at 16:04
Parabéns pelo jeito que você argumentou, ficou ótimo!
março 5th, 2010 at 16:45
esse post me lembrou aquele pânico na TV.
ô programinha ruim viu!
http://laislabonitta.blogspot.com
março 6th, 2010 at 13:52
Adorei o seu blog!
Seus textos são ótimos.
Vim também retribuir o comentário que voce deixou no meu.
Adorei aqui, virei sempre!
Beijo!
março 6th, 2010 at 16:06
Adorno tem ideias geniais, como a ideia da Indústrial Cultural. Uma das minhas matérias preferidas. Se não leu, dê uma lida. Acho que você vai gostar. (:
Abraço!