Lolita – 1967

Andando pelas ruas de São Paulo, mais precisamente indo para o meu curso, encontrei uma locadora que, prestes à fechar, estava toda à venda. Filmes originais & incríveis por dez reais e um sorriso. No meio da minha quebra de orçamento, encontrei a primeira edição do filme “Lolita”, dirigida por Stanley Kubrick, em 1962, o mesmo diretor de “Laranja Mecânica” e “O Iluminado” (versão de 1980).
Com um sorriso de orelha à orelha, convidei uma amiga para uma sessão de cinema&café em casa, noite esta que rendeu-me a seguinte resenha:
O filme, inspirado na obra com o mesmo nome, do escritor alemão Vladimir Nabokov, explora temas complicados até nos dias atuais: obsessão sexual; pedofilia; amores carnais e proibidos; mentes incrontroláveis e sensualidade. Quem conhece a personagem principal, Dolores Haze, Lolita, vivida no filme pela glamurosa atriz Sue Lyon, ou se apaixona pela sua “pseudoingênua sensualidade” ou a odeia sem saber o porquê.
Narrado por Humbert, um professor de poesia francesa que vai morar na casa de Lolita e sua mãe, o filme é cheio de sinestesias tal como a mente do narrador e quase personagem principal que se sente fisgado pela pequena e aproveitando-se das circunstâncias casa-se com Charlotte Haze, mãe de Lolita, para poder ficar mais perto de seu pequeno desejo possuidor.
Depois de várias reviravoltas e muitos sentimentos explosivos, o filme “Lolita” é um daqueles que exigem um pôster do lado do espelho ou, no mínimo, resenhas feitas em casa.
observação importante: Foram realizadas duas versões cinematográficas do romance: a primeira (citada acima) e a segunda, em 1997, dirigida por Adrian Lyne (versão paupérrima na minha opinião).



janeiro 21st, 2010 at 17:06
gostei do “No meio da minha quebra de orçamento…”
janeiro 22nd, 2010 at 6:32
A minha locadora favorita fechou e vendeu os filmes, mas tive a ingrata surpresa de, depois de pedir para guardarem cinco filmes pra buscar no outro dia, não teve outro dia aberto. Fiquei sem Bridget Jones (os dois), Marte Ataca, Peixe Grande e Rocky (sem risadas, por favor).
Mas, deixando de lado meu drama com locadoras que fecham, tenho um outro grande complexo, não ter assistido ‘Lolita’ até hoje. Tudo que li sobre os filmes e a história em si me fizeram ter muita vontade de vê-lo, até porque, adoro Kubrick, mas não consegui pegar o filme e ver…
Sua resenha ficou ótima, ah, gosto muito de te ler.
Kissus =**
janeiro 22nd, 2010 at 11:19
Adoro Kubrick e a estória deste livro, mas a adaptação para o cinema não funcionou bem. Considero este o pior filme de Kubrick. Nem o genial Petter Sellers salva. Mas vale pela curiosidade.
Saudações.
janeiro 22nd, 2010 at 12:06
O filme é legal, não é dos melhores do Kubrick, mas é bom, com toda a certeza.
O diretor é genial, mas acho que não foi o seu melhor trabalho, nada que se compare a laranja mecanica que, de uma forma bizarra, consegue fazer um marginal escroto se tornar uma figura incrivelmente carismática e querida D: