Ao lerem esse post, considerem-no como sendo da semana passada. Tudo isso porque a pessoa que vos fala deveria ter ido à Bienal desde o primeiro dia para, assim, fazer toda a cobertura. Acontece que a mesma caiu doente e ficou internada por quatro dias. Sim, caros leitores, quatro longos dias com muito soro e fome. Já estou bem e recuperada e, pelo menos, consegui ir à Bienal. Com credencial na mão e muita coisa para escrever, vamos começar com o que deu para acompanhar.

Logo chegando na Bienal fui ao debate de John Boyne, escritor do “O menino de pijama listrado”, e Jostein Gaarder, escritor de “O Mundo de Sofia”, já citado aqui no Vá ler um Livro. Pois bem, o debate foi incrível. Os 150 lugares lotados, de crianças e adultos, e, claro, tempo de sobra para perguntar à vontade. Eu mesma fiz a última pergunta aos escritores, duas na verdade, que foram muito solícitos e responderam longamente, com piadas e consequentemente muitas risadas. Essa entrevista será postada em breve, por enquanto detenho-me a contar sobre o evento todo. Outra coisa legal é que, segundo o site da Catraca Livre, logo serão postados no Youtube todos os debates feitos no evento. Portanto, preparem-se para muito conteúdo para ler e assistir!

Depois do debate, fomos todos convidados para ir ao estande da Companhia das Letras, onde seria a sessão de autógrafos dos dois escritores. As filas cresceram rápido e foi aberta, inclusive, para quem não tinha conseguido assistir o debate.

Após as fotos e autógrafos, fui conhecer Pedro Bandeira. Sim, sim, Pedro Bandeira escritor da coleção “Os Karas”, que fez parte da juventude de muita gente (inclusive a minha). Já indiquei dois livros da coleção, aqui e aqui.
No encontro com Pedro, ele falava sobre política, Brasil e o espaço dos escritores nas escolas. Interessantíssimo a memória do escritor ao nos dar com precisão várias datas importantes para a história brasileira. A entrevista do Pedro Bandeira logo será postada também, tudo isso para animá-los ainda mais (ou não).

Finalmente fui ver os estandes. Sou obrigada a concordar com a opinião geral e dizer que o estande da Companhia das Letras é o mais bonito. Para quem ainda não viu, não esqueçam que a Bienal vai até domingo, dia 22.
O estande da Companhia está muito bem localizado, ao lado do Salão de Ideias, e é todo de madeira com detalhes em laranja. Logo na entrada há uma geladeira antiga com os seguintes dizeres: “A Penguim chegou ao Brasil. Abra um clássico para comemorar”. E, então, eu abri:

Achei incrível a ideia. Apesar dos preços mais salgados da companhia, valia a pena analisar cada detalhe.


Andando para o outro lado da Bienal, encontrei o espaço da AudioLivro, a primeira livraria criada com somente áudios das mais diversas obras. O estande está bem produzido, mas vale mesmo pelo material. Para quem tem costume de ouvir livros, aquele era o paraíso. Com preços muito acessíveis e um ótimo atendimento, eu quase comprei alguns áudios clássicos.

Depois de ver muitos estandes, fui ver o debate do Walcyr Carrasco, Ruth Rocha e Ignácio Loyola. Com assuntos diversos como o papel da novela na sociedade, histórias de bons professores e educação, os três levaram a plateia à risos e aplausos constantes. Só para maior curiosidade, logo também tem texto sobre o debate.
O bacana é que a Bienal desse ano é que, em parceria com a CBL e com a Secretaria Municipal de Edução de SP, ofereceu vale-livros para professores e alunos da rede pública e municipal. Para os professores, 10.000 no total, um vale-livro de R$ 50,00 e, para 40.000 alunos, vales de R$ 5,00. Para alunos do Programa Passaporte Especial de Visitação Escolar, além do vale, também ofereceram lanche, entrada gratuita no evento e monitoria.
Ainda falando em professores, o evento também ofereceu uma oficina de capacitação que tem como objetivo ensinar os educadores a lidar com livros em sala de aula. Com certificado no término, a oficina começou no dia 14 desse mês e vai até o dia 20, com o custo de R$ 20.00.
O MEC, por sua vez, tem um estande próprio onde realiza encontros de leituras e oficinas gerais com profissionais. Segundo o site do governo, o estande contará com 20 encontros de leituras e 30 oficinas. E até Maurício de Souza é figurinha fixa no evento. Produzindo o “Fábulas da Turma da Mônica”, Maurício colocou toda sua firma para trabalhar exclusivamente nisso.
Trabalho o dia todo e, infelizmente, só acompanharei a Bienal novamente no último sábado e domingo. Mas, postarei aqui as melhores programações e novidades. Se você foi na Bienal ou está morrendo de vontade de ir, dê sua opinião! Vá no twitter do @valerumlivro ou mande por e-mail no tatygreg@gmail.com
Amanhã tem mais e não deixe de acompanhar o Aquela Lolita. Com programação, entrevistas e imagens!
Como chegar: O site da Bienal oferece os melhores meios para chegar no evento. Os mais fáceis estão no ônibus circular gratuito que sai do Tietê, ou, para quem vai de carro, o Estacionamento Unipare que fica ao lado da Unisantana, leva e busca o motorista e seus acompanhantes de van até o evento, pelo preço fixo de R$ 6,00.